A Black Friday 2025 deve atingir um volume recorde de R$ 5,4 bilhões em vendas no Brasil, de acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior confirma a data como uma das mais relevantes do varejo, com impacto que se estende por todo o mês de novembro, e não apenas na sexta-feira promocional.
O evento já é a quinta data mais forte do comércio brasileiro, impulsionando o consumo, fortalecendo empresas de diferentes portes e ampliando a circulação de recursos, o que estimula setores produtivos e logísticos. Também contribui para a criação de empregos temporários e o aumento da arrecadação de impostos, beneficiando estados e municípios.
De acordo com a CNC, o cenário econômico atual favorece o desempenho da Black Friday. A desvalorização do dólar, a inflação em desaceleração e o avanço da renda e do emprego sustentam o aumento das vendas. A taxa de desemprego atingiu 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o menor índice desde 2002, segundo o IBGE.
Os setores que devem registrar maior movimentação incluem hiper e supermercados (R$ 1,32 bi), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bi), móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bi) e vestuário e acessórios (R$ 950 mi). No entanto, o desempenho poderia ser maior não fosse a combinação de juros elevados, endividamento de 30,5% das famílias e a forte concorrência com lojas internacionais, que têm atraído parte dos consumidores.
O monitoramento de preços da CNC mostrou que 70% das categorias analisadas têm potencial de queda superior a 5%, especialmente papelaria, livros, joias, perfumaria e utilidades domésticas, indicando espaço para descontos reais durante o período.
Com a intensificação das compras, cresce também a preocupação com golpes e fraudes. A Senacon orienta consumidores a verificar a reputação das lojas, evitar promoções exageradas, conferir prazos de entrega e reembolso e priorizar sites seguros. O alerta é reforçado pelo aumento de golpes produzidos com inteligência artificial, que já confundem 63% dos consumidores, segundo pesquisas recentes.
Assim, a Black Friday se mantém como um importante motor econômico, mas exige atenção redobrada do consumidor para garantir compras seguras e vantajosas.
Fonte: CNC / Agência Brasil
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