Home office recua pelo segundo ano e revela desafios e facilidades no modelo de trabalho

Pesquisa do IBGE mostra queda no número de trabalhadores em casa, apesar de níveis ainda superiores ao período pré-pandemia.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

O número de trabalhadores em home office no Brasil caiu novamente em 2024, totalizando cerca de 6,6 milhões de pessoas, abaixo dos 6,7 milhões registrados em 2022. O dado representa 7,9% da força de trabalho, ante 8,4% dois anos antes, segundo levantamento especial da Pnad Contínua/IBGE.

Apesar da retração, o trabalho remoto permanece acima do período pré-pandemia, quando alcançava 5,8%. O recuo recente é atribuído sobretudo ao retorno presencial imposto por empresas, movimento que gerou protestos e demissões em companhias como Nubank e Petrobras.

O estudo aponta ainda que as mulheres representam 61,6% dos trabalhadores remotos, e que 13% delas atuam de casa — contraste com apenas 4,9% entre homens. Outras formas de atuação também cresceram, como o trabalho em veículos automotores, impulsionado por aplicativos de mobilidade e food trucks.

Mesmo em queda, o home office segue trazendo benefícios como flexibilidade, redução de custos e maior conforto no ambiente de trabalho, além da possibilidade de uso de coworkings. Entre os desafios, destacam-se a pressão por retorno presencial, a desigualdade de acesso ao teletrabalho, a sobrecarga doméstica — especialmente para mulheres — e o isolamento social.

O cenário atual indica que o país caminha para um equilíbrio entre trabalho remoto, presencial e modelos híbridos, que deve continuar no centro das discussões sobre o futuro das relações de trabalho no Brasil.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

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