Anvisa amplia uso do Mounjaro para tratamento da apneia do sono

Decisão autoriza prescrição por dentistas e valida o primeiro medicamento para Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) no Brasil.

Foto: Shutterstock.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a tirzepatida, conhecida comercialmente como Mounjaro, como o primeiro medicamento no Brasil indicado especificamente para o tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS). Além disso, a decisão amplia a prescrição do fármaco para dentistas que atuam na odontologia do sono, antes limitada apenas a médicos no tratamento do diabetes tipo 2.

A aprovação se baseia em estudos clínicos que demonstraram a eficácia da tirzepatida na redução dos episódios de bloqueio das vias aéreas superiores, característica principal da AOS — distúrbio marcado por ronco intenso, pausas respiratórias e sonolência excessiva. O Mounjaro passa a oferecer novas possibilidades terapêuticas para pacientes obesos que convivem com o problema, fortalecendo a integração entre diferentes áreas da saúde e ampliando o acesso ao tratamento. A autorização para dentistas tende a agilizar esse acesso dentro da odontologia do sono, criando uma alternativa medicamentosa inédita no país.

No entanto, a ampliação do uso do medicamento levanta preocupações. Especialistas alertam para os riscos associados às canetas emagrecedoras, incluindo problemas gastrointestinais, flacidez, queda de cabelo, dores nas articulações e até formação de hemorroidas. Há receio de que a maior facilidade de prescrição favoreça o uso indiscriminado, exigindo fiscalização rigorosa e acompanhamento adequado para evitar automedicação e prescrições inadequadas. Outra preocupação é a possibilidade de confusão sobre os limites de atuação entre profissionais de saúde.

A Anvisa ressalta que dentistas somente poderão prescrever o Mounjaro dentro das normas éticas e legais da profissão e exclusivamente em casos relacionados à apneia obstrutiva do sono. Apesar dos riscos, a decisão representa um avanço significativo no tratamento da AOS, desde que acompanhada de responsabilidade e controle no uso da tirzepatida.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

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