A autonomia sobre horários e jornadas de trabalho é o principal fator que leva motoristas de aplicativo a continuarem na profissão, segundo pesquisa do Instituto Datafolha. O levantamento da pesquisa Datafolha revelou que 93% dos entrevistados consideram a flexibilidade essencial para seguir atuando nas plataformas digitais.
O estudo apontou ainda que 84% veem o trabalho como forma acessível de geração de renda e 72% estão satisfeitos com a profissão, enquanto apenas 10% pensam em deixá-la. A pesquisa ouviu 1,8 mil motoristas de todas as regiões do país entre maio e agosto deste ano.
A maioria dos condutores não se dedica exclusivamente à atividade — 58% têm outro trabalho, sendo 27% com carteira assinada e 5% autônomos. A carga média semanal é de 26 horas, com 60% trabalhando menos de 20 horas.
Entre os pontos positivos, destacam-se a flexibilidade e independência na escolha dos horários, a acessibilidade ao mercado de trabalho e o potencial de ganhos variáveis, especialmente em períodos de alta demanda. A ausência de hierarquia formal também é vista como um fator de liberdade profissional.
Por outro lado, a atividade traz desafios significativos, como instabilidade financeira, falta de direitos trabalhistas, longas jornadas, altos custos operacionais e desgaste físico e mental. Além disso, especialistas apontam que a chamada autonomia pode mascarar a precarização do trabalho, já que o motorista assume todos os riscos e custos da atividade.
Fonte: Congresso em Foco
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