Foi debatido no I Seminário Territorial da Mamona, os riscos climáticos na produção desse vegetal, realizado na quinta-feira (6) em Lapão, na região de Irecê. O evento, promovido pela Seagri, reuniu representantes de órgãos públicos e instituições financeiras para discutir soluções tecnológicas para o setor.
O diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, apresentou o Zarc Plantio Certo, aplicativo gratuito do Mapa e Embrapa que orienta os produtores sobre o período e as condições ideais de plantio, ajudando a reduzir riscos climáticos e prejuízos.
Esses aplicativos de agricultura digital (AgTech) estão se tornando aliados essenciais para os produtores de mamona na Bahia e em outras regiões do país. Essas ferramentas utilizam recursos como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que indica os melhores períodos e locais para o plantio, reduzindo perdas causadas por variações climáticas.
Além disso, os aplicativos permitem gestão de produção, identificação de pragas e doenças, e o uso da agricultura de precisão, otimizando o consumo de água, fertilizantes e defensivos. As plataformas também oferecem informações técnicas, apoio na comercialização e acesso a crédito agrícola, contribuindo para o aumento da produtividade e sustentabilidade das lavouras.
Segundo o diretor, a ferramenta também facilita o acesso a programas como Proagro, Proagro Mais e Seguro Rural (PSR). O prefeito de Lapão, Márcio Messias, defendeu a ampliação da mecanização e o uso de sementes de qualidade para aumentar a produtividade.
Segundo o IBGE a Bahia é líder nacional na produção de mamona, com 37.825 toneladas em 2024. Os municípios de Canarana, Ibititá e Barro Alto concentram mais de 30% da produção estadual.
Fontes: Embrapa / Seagri
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