Professor da UFMG vence prêmio da Unesco por pesquisa em ética da inteligência artificial

Virgílio Almeida foi reconhecido por seu trabalho sobre governança digital e regulação tecnológica no Brasil e no mundo.

Foto: Imagem criada pelo chatgpt para ilustrar matéria.

A Unesco anunciou os vencedores da primeira edição do Prêmio Unesco-Uzbequistão para Pesquisa Científica sobre Ética na Inteligência Artificial, tendo como principal premiado o professor Virgílio Almeida, do Departamento de Computação da UFMG. O pesquisador foi reconhecido por seus estudos sobre governança das redes, algoritmos e políticas de regulação da IA.

Almeida teve papel central na criação do Marco Civil da Internet e atualmente atua na USP, onde coordena o projeto “IA Responsável”, voltado à análise ética e social da tecnologia. O governo brasileiro destacou que a conquista reforça o compromisso do país com o uso ético e inclusivo da inteligência artificial.

Também foram premiadas as pesquisadoras Claudia Roda e Susan Perry, da American University of Paris, e o Instituto de Governança Internacional da IA da Universidade de Tsinghua, na China. O prêmio, chamado Beruniy Prize, homenageia o cientista persa Abu Rayhan al-Biruni, referência histórica da ciência e filosofia.

Os prêmios voltados à pesquisa sobre ética na Inteligência Artificial (IA) trazem benefícios diretos para pesquisadores, instituições e para a sociedade como um todo. Além de conferir reconhecimento e prestígio internacional, essas premiações geralmente incluem apoio financeiro, que permite o desenvolvimento de estudos independentes e inovadores.

Para o campo científico, os prêmios estimulam colaboração interdisciplinar, formação de novos líderes e avanço em projetos que buscam soluções mais justas e transparentes no uso da tecnologia.

No âmbito social, as iniciativas contribuem para o desenvolvimento ético da IA, influenciam políticas públicas e regulamentações, promovem conscientização sobre riscos tecnológicos e ajudam a mitigar problemas como vieses algorítmicos e discriminação digital, fortalecendo a confiança pública na inovação tecnológica.

Fonte: Unesco

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar