A Bahia teve 15 cientistas incluídos na mais recente atualização do ranking mundial dos pesquisadores mais influentes, elaborado pela Universidade Stanford e publicado pela Editora Elsevier. A lista avalia o impacto das citações científicas e o desempenho de carreira de mais de 100 mil pesquisadores em todo o mundo.
Os baianos destacados atuam em quatro instituições públicas: Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Apesar do reconhecimento internacional, os cientistas alertam para a falta de apoio e financiamento à pesquisa científica no estado e no país.
O professor Matheus Pithon, da Uesb, especialista em Odontologia, destacou que a realidade nas universidades estaduais é de escassez de recursos. “Temos muitos talentos, mas falta incentivo tanto do governo federal quanto estadual. Muitos pesquisadores desistem por falta de valorização”, afirmou.
A professora Luiza Mercante, da Ufba, reforçou o mesmo problema. “Temos grupos altamente qualificados, mas ainda faltam políticas públicas e apoio institucional que fortaleçam as pesquisas realizadas na Bahia”, disse.
O estudo também mostra a concentração de investimentos em São Paulo, onde 9,56% do ICMS é destinado às universidades, permitindo resultados mais expressivos. No Nordeste, nenhuma instituição aparece entre as brasileiras com mais cientistas na lista.
Outros pesquisadores, como Eraldo Costa (Uefs) e Daniel Piotto (UFSB), defenderam mais concursos e incentivos à formação de novos talentos, além de maior integração entre universidade e sociedade.
O ranking usa o “c-score”, indicador que mede o impacto real da produção científica com base no número e relevância das citações, reduzindo o peso de autocitações. Segundo os organizadores, as posições mudam periodicamente, mas os dados servem como forte indicador da relevância da pesquisa baiana no cenário global.
Fontes: Universidade Stanford / Ufba / Uesb / Uefs / UFSB
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