O Brasil registrou um novo recorde histórico na produção de grãos. Segundo o 12º Levantamento da Safra 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita totalizou 350,2 milhões de toneladas, superando a marca de 324,36 milhões registrada no ciclo 2022/23.
O evento de divulgação ocorreu em Brasília e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, além dos ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e do presidente da Conab, Edegar Preto.
Desempenho das principais culturas
- Soja: produção recorde de 171,5 milhões de toneladas, 20,2 milhões a mais que a safra passada.
- Milho: total estimado em 139,7 milhões de toneladas, aumento de 20,9% em relação a 2023/24, com produtividade média recorde de 6.391 kg/ha.
- Algodão: estimativa de 4,1 milhões de toneladas de pluma, alta de 9,7% sobre o ciclo anterior.
- Arroz: colheita encerrada em 12,8 milhões de toneladas, 20,6% acima da temporada passada.
- Feijão: previsão de 3,1 milhões de toneladas, suficiente para abastecer o mercado interno.
- Trigo: produção estimada em 7,5 milhões de toneladas, queda de 4,5% frente à safra anterior.
Políticas de apoio e regulação
Durante o anúncio, os ministros destacaram que os três últimos ciclos bateram recordes tanto em produção quanto em exportação. Fávaro ressaltou que o aumento da safra contribuiu para o país sair do mapa da fome e alcançar deflação de alimentos.
O presidente da Conab, Edegar Preto, afirmou que a estatal voltou a recompor estoques públicos de arroz, trigo e milho, ação que ajuda a controlar preços e reduzir impactos inflacionários.
O governo federal também anunciou a liberação de R$ 12 bilhões em recursos do Tesouro para renegociar dívidas de produtores afetados por adversidades climáticas.
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) / Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)
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