Implanon passa a ser obrigatório nos planos de saúde para mulheres de 18 a 49 anos

Novo método contraceptivo hormonal se junta ao DIU como opção de longa duração; dispositivo tem eficácia superior a 99% e já tem previsão de oferta pelo SUS.

Foto: CFF.

O implante contraceptivo hormonal Implanon começou a ser disponibilizado de forma obrigatória pelos planos de saúde nesta segunda-feira (1º). A decisão amplia o acesso das mulheres de 18 a 49 anos a métodos contraceptivos de longa duração, somando-se ao DIU já previsto na cobertura.

Como funciona

O dispositivo é uma pequena haste flexível implantada sob a pele do braço, em procedimento rápido realizado em consultório com anestesia local. Ele libera continuamente o hormônio etonogestrel, derivado da progesterona, que bloqueia a ovulação e impede a gravidez.

Com duração de até três anos, o Implanon é considerado o método contraceptivo mais eficaz disponível atualmente, com taxa de falha de apenas 0,05% — índice inferior ao da vasectomia e ao do DIU hormonal.

Indicações e contraindicações

Apesar da alta eficácia, o implante não é indicado para todas as mulheres. Ele é contraindicado em casos de câncer de mama, doenças hepáticas graves, sangramentos sem diagnóstico ou alergia ao etonogestrel.

Os efeitos colaterais costumam ser leves, como dor, inchaço ou hematoma no local da aplicação. Em situações raras, pode haver infecção, geralmente associada a falhas na técnica de inserção.

Cobertura e orientações

Se houver recusa por parte do plano de saúde, a orientação é registrar reclamação diretamente junto à operadora e, caso não haja solução, formalizar denúncia à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Paralelamente, o Ministério da Saúde anunciou, em julho, a incorporação do método ao Sistema Único de Saúde (SUS), com previsão de disponibilização ainda em 2025.

Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) / Ministério da Saúde / CFF

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