A Uber revelou nesta semana uma das maiores transformações de sua história ao anunciar que deixará de contar com motoristas humanos, substituindo-os por uma frota de veículos autônomos. O plano faz parte de um investimento de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,67 bilhão) em uma parceria com a Lucid Motors, fabricante de carros elétricos, e a startup Nuro, especializada em tecnologia de direção autônoma.
De acordo com a empresa, o objetivo é que a nova frota — composta por mais de 20 mil SUVs elétricos Lucid Gravity equipados com sistemas de condução autônoma da Nuro — comece a operar a partir de 2026, inicialmente em grandes centros urbanos.
A Uber defende que a iniciativa representa um avanço significativo em direção a uma mobilidade mais segura, sustentável e eficiente. A substituição dos motoristas por inteligência artificial tem como base a promessa de redução de custos operacionais, aumento da disponibilidade de veículos, além da eliminação de riscos associados ao erro humano no trânsito.
Apesar do anúncio, a transição não será imediata. O investimento será distribuído ao longo dos próximos seis anos, com testes intensivos de segurança e integração tecnológica entre os sistemas da Uber, da Nuro e da Lucid Motors.
A medida levanta debates sobre o futuro do trabalho, já que milhões de pessoas no mundo utilizam a Uber como fonte de renda. Especialistas apontam para a necessidade de políticas públicas que acompanhem esse tipo de transformação tecnológica no mercado de mobilidade urbana.
Fonte: G1 – Tecnologia
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