Após três anos, sete meses e 12 dias de um crime que comoveu Guanambi e ganhou repercussão nacional, terá início nesta quinta-feira (24/07), o Júri Popular de Marco Aurélio da Silva, réu confesso do assassinato brutal de Alcione Malheiros Teixeira Ribeiro, de 42 anos, e de sua filha Ana Júlia Teixeira Fernandes, de apenas 16 anos.
O crime ocorreu no dia 12 de dezembro de 2021 e foi qualificado nos autos como homicídio qualificado, estupro, destruição, subtração e ocultação de cadáver.
A sessão será realizada no Fórum Juiz Almir Edson Lélis Lima, em Guanambi, a partir das 8h30, sob condução da juíza titular da 1ª Vara Criminal, Dra. Cecília Angélica de Azevedo Frota Dias. Atuará na acusação o promotor de Justiça Dr. Ariomar Figueiredo, e na defesa, o Defensor Público Estadual Dr. Pedro Rodolfo Castagna, além dos advogados assistentes de acusação Dr. Guilherme Cruz e Dr. Troiano Lélis.
Em razão do crime ter envolvido violência sexual, o processo corre em segredo de justiça. Por isso, não será permitido filmar, fotografar ou transmitir o julgamento, nem mesmo por parte da plateia. A capacidade de público será limitada, devido ao pequeno espaço do salão do júri.
A segurança do local será reforçada pela Polícia Militar, considerando a grande comoção gerada pelo caso desde a época do crime.
Os jurados serão sorteados pela Justiça e sete testemunhas estão previstas para serem ouvidas durante o julgamento.
De acordo com as tipificações legais, Marco Aurélio pode pegar até 76 anos de prisão. No entanto, o fato de ser réu confesso pode levar a uma atenuação da pena, conforme previsão do Código Penal Brasileiro.
O caso é considerado um dos crimes mais bárbaros já registrados na cidade de Guanambi.
Comentários