O endividamento das famílias brasileiras alcançou 50,11% em agosto de 2026, o maior percentual da série histórica. O índice subiu 0,2 ponto percentual em relação a julho e acumulou alta de 1,2 ponto percentual em 12 meses, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29).
O comprometimento da renda familiar com dívidas também aumentou, chegando a 29% em agosto. Os números integram o relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito da autoridade monetária.
Inadimplência recua em setembro
Apesar do avanço do endividamento, a inadimplência da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional caiu de 5,05% em agosto para 4,98% em setembro, após atingir o maior nível da série histórica no mês anterior.
O indicador mede a proporção das operações de crédito com pagamentos em atraso, e não necessariamente o número de pessoas endividadas. Assim, a redução da inadimplência pode ocorrer mesmo quando o volume de famílias com dívidas continua aumentando.
Queda atinge pessoas físicas e empresas
Entre as empresas, a inadimplência recuou 0,1 ponto percentual em setembro, chegando a 3,3%. No caso das pessoas físicas, o índice passou de 6,04% para 5,99% no mesmo período.
Os dados mostram movimentos distintos no cenário do crédito brasileiro: enquanto o endividamento das famílias atingiu um recorde em agosto, a proporção de operações inadimplentes diminuiu em setembro. Os indicadores do Banco Central ajudam a acompanhar a evolução das dívidas e a capacidade de pagamento de consumidores e empresas.
Fonte: Banco Central do Brasil
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