A obesidade infantil está relacionada a uma combinação de fatores genéticos, biológicos, comportamentais e sociais, não apenas à alimentação. Por isso, o acompanhamento deve considerar a rotina familiar, a qualidade do sono, a prática de atividades físicas e o desenvolvimento da criança, evitando julgamentos e restrições alimentares inadequadas.
Segundo especialistas, causas hormonais e síndromes genéticas raras representam menos de 5% dos diagnósticos. O crescimento em altura também merece atenção: ganho rápido de peso acompanhado de baixa estatura ou desaceleração do crescimento pode indicar a necessidade de investigação médica.
O preconceito contra crianças com excesso de peso é outro fator preocupante, pois pode prejudicar a autoestima, aumentar o estresse e afetar a relação com a comida. Comentários depreciativos e cobranças relacionadas ao corpo devem ser evitados.
O tratamento deve envolver toda a família, com mudanças graduais nos hábitos alimentares, melhora da qualidade do sono e incentivo a brincadeiras e atividades físicas. Dietas restritivas e metas rígidas de peso podem comprometer o desenvolvimento infantil e favorecer transtornos alimentares.
A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) diante de alterações rápidas no peso ou no crescimento da criança. O acompanhamento multiprofissional permite identificar possíveis complicações e promover hábitos saudáveis, respeitando as necessidades de cada fase do desenvolvimento.
Fontes: Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM); Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP); Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso)
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