Pesquisa liderada por farmacêutica identifica potencial da romã contra doenças neurológicas

Estudo realizado com peixes-zebra apontou efeitos promissores relacionados à ansiedade, depressão, convulsões e Alzheimer, mas ainda depende de pesquisas em humanos.

Foto: Divulgação.

Uma pesquisa liderada pela farmacêutica cearense Sacha Aubrey Alves Rodrigues Santos identificou efeitos promissores do extrato de romã (Punica granatum) em experimentos relacionados a doenças neurológicas. O estudo apontou possíveis ações contra sintomas semelhantes aos da ansiedade e da depressão, além de efeitos anticonvulsivantes e resultados em um modelo experimental associado à doença de Alzheimer.

Desenvolvida pela Universidade de Fortaleza (Unifor), em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e da Universidade Federal do Ceará (UFC), a investigação foi publicada na revista científica internacional Pharmacological Research – Natural Products.

Os testes utilizaram peixes-zebra, organismos empregados em pesquisas por suas semelhanças genéticas e biológicas com os seres humanos. Os pesquisadores também identificaram possíveis mecanismos de ação relacionados a neurotransmissores que regulam o humor e a atividade cerebral, além da inibição da enzima acetilcolinesterase, envolvida nos processos de memória e aprendizagem.

Resultados ainda precisam de confirmação

Apesar dos resultados promissores, a pesquisa está na fase pré-clínica. Portanto, os achados não comprovam que o consumo de romã ou de seus extratos previna ou trate doenças neurológicas em pessoas. Novos estudos serão necessários para avaliar a segurança, a eficácia e as possíveis aplicações terapêuticas dos compostos.

Graduada em Farmácia pela Unifor e doutora em Biotecnologia pela Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio), Sacha foi selecionada, em 2019, para o programa Mulheres na Ciência, iniciativa do British Council em parceria com o Museu do Amanhã.

O estudo destaca a contribuição da pesquisa farmacêutica para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e reforça a importância da investigação científica de compostos naturais para o avanço do conhecimento sobre doenças neurológicas.

Fonte: Conselho Regional de Farmácia do Ceará (CRF-CE); Universidade de Fortaleza (Unifor); revista Pharmacological Research – Natural Products

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