A diminuição de 2 a 4 centímetros na altura pode ser um sinal de alerta para fraturas na coluna vertebral provocadas pela osteoporose. Embora a mudança seja frequentemente atribuída ao envelhecimento ou a alterações posturais, ela também pode indicar o enfraquecimento e a compressão dos ossos, mesmo sem um trauma significativo.
Segundo especialistas, a perda de estatura, principalmente quando ocorre em pouco tempo ou vem acompanhada de dores nas costas e mudanças na curvatura da coluna, deve ser investigada. Em muitos casos, as fraturas vertebrais acontecem sem sintomas evidentes e permanecem sem diagnóstico por longos períodos.
Fraturas vertebrais podem passar despercebidas
Um estudo publicado na revista científica Bone aponta a perda de altura como um indicador que pode auxiliar na identificação de fraturas vertebrais. A avaliação da estatura também é considerada um parâmetro importante no acompanhamento de pessoas com risco de osteoporose.
Dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) indicam que duas em cada três fraturas vertebrais não são diagnosticadas por profissionais de saúde. No Brasil, estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgadas pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, apontam que cerca de 10 milhões de pessoas convivem com a osteoporose.
A doença reduz a densidade e a resistência dos ossos, tornando-os mais vulneráveis a fraturas. Na coluna, essas lesões podem provocar dor persistente, perda de altura e aumento da curvatura das costas.
Sinais de alerta e fatores de risco
A fratura vertebral pode apresentar sintomas semelhantes aos de uma dor lombar comum. Por isso, alguns sinais merecem atenção, especialmente entre pessoas com fatores de risco para a doença:
- Redução da altura em um intervalo curto;
- Alteração na curvatura da coluna;
- Dor persistente nas costas sem causa identificada;
- Fraturas após quedas ou impactos leves.
Entre os fatores que favorecem a perda de massa óssea estão o envelhecimento, a menopausa, o histórico familiar de fraturas, a baixa ingestão de cálcio e vitamina D, o sedentarismo, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
O uso prolongado de corticosteroides também pode aumentar a vulnerabilidade dos ossos. Pessoas em tratamento para doenças inflamatórias crônicas, como artrite reumatoide e lúpus, devem receber acompanhamento adequado da saúde óssea.
Densitometria óssea ajuda na prevenção
A densitometria óssea é o exame utilizado para medir a densidade mineral dos ossos e auxiliar no diagnóstico da osteoporose. A avaliação permite identificar a redução da massa óssea e orientar medidas preventivas e tratamentos conforme cada caso.
A investigação precoce é importante para identificar riscos, prevenir novas fraturas e reduzir complicações que comprometem a mobilidade e a qualidade de vida. Ao perceber diminuição da estatura, mudanças posturais ou dores persistentes nas costas, a recomendação é procurar avaliação médica.
Fontes: Fundação Internacional de Osteoporose (IOF); Sociedade Brasileira de Reumatologia; MedlinePlus; revista científica Bone
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