O Oeste da Bahia contabilizava 332,5 mil hectares irrigados por pivôs centrais até outubro de 2024, concentrando aproximadamente 82% da área estadual nessa modalidade. Os dados da Embrapa Milho e Sorgo destacam a importância da região para o agronegócio e reforçam o desafio de ampliar a produtividade com uso eficiente e sustentável da água.
Em uma das principais áreas produtoras de grãos e fibras do país, a irrigação permite controlar melhor o fornecimento de água às lavouras e reduzir a dependência das chuvas. Entretanto, o desempenho dos sistemas depende de fatores como tipo de solo, disponibilidade hídrica, cultura cultivada, equipamentos e custos operacionais.
Segundo Vinícius Oliveira, gerente de Irrigação da Brasmáquinas em Luís Eduardo Magalhães, o planejamento deve começar com uma avaliação das características de cada propriedade. A análise permite dimensionar os equipamentos de acordo com as necessidades das culturas e a capacidade de abastecimento de água.
Planejamento e tecnologia ajudam a economizar água
A escolha do sistema de irrigação exige considerar a topografia, as condições do solo, a fonte de abastecimento, a demanda das plantas e a infraestrutura energética. O dimensionamento adequado contribui para evitar desperdícios, falhas no fornecimento e investimentos incompatíveis com a realidade da fazenda.
O manejo também influencia os resultados. O monitoramento das lavouras, o acompanhamento das condições climáticas e o ajuste da quantidade de água aplicada ajudam a melhorar o desempenho da irrigação ao longo do ciclo produtivo.
Além disso, a gestão dos recursos hídricos deve observar a disponibilidade de água, as autorizações necessárias e as exigências ambientais, conciliando a atividade agrícola com a preservação dos recursos naturais.
Assistência técnica fortalece a eficiência no campo
As novas tecnologias ampliam as possibilidades de monitoramento e controle dos sistemas irrigados. No entanto, a escolha dos equipamentos precisa considerar as particularidades de cada propriedade, a escala de produção e os objetivos do produtor.
A manutenção preventiva e a avaliação periódica dos equipamentos também contribuem para identificar falhas, preservar o funcionamento dos sistemas e melhorar o aproveitamento dos recursos disponíveis.
Com mais de 332 mil hectares irrigados por pivôs centrais, o Oeste da Bahia enfrenta o desafio de manter a competitividade agrícola sem comprometer a disponibilidade de água. A combinação de planejamento, tecnologia e acompanhamento técnico é fundamental para ampliar a eficiência hídrica e fortalecer a sustentabilidade do agronegócio regional.
Fontes: Embrapa Milho e Sorgo; Brasmáquinas; CACAU Comunicação (assessoria de imprensa)
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