Excesso de medicamentos pode causar tontura, confusão mental e quedas em idosos

Uso de cinco ou mais remédios exige acompanhamento médico para prevenir interações, efeitos adversos e riscos à saúde.

Foto: Freepik.

Tontura, sonolência, confusão mental e quedas em idosos podem estar relacionadas ao uso de vários medicamentos. A chamada polifarmácia, caracterizada pelo consumo de cinco ou mais remédios, exige revisão periódica das prescrições para identificar possíveis interações e garantir a segurança do tratamento.

Segundo publicação do Ministério da Saúde, cerca de 18% das pessoas idosas no Brasil utilizam cinco ou mais medicamentos. Embora essa prática possa ser necessária para controlar doenças crônicas, ela aumenta a possibilidade de efeitos adversos, duplicidade de tratamentos e dificuldades para seguir as doses e os horários recomendados.

Com o envelhecimento, mudanças nas funções dos rins e do fígado podem alterar a forma como o organismo processa os medicamentos. Entre os sinais de alerta estão tontura, fraqueza, sonolência excessiva, desmaios, perda de equilíbrio, náuseas e confusão mental. Quedas recorrentes também precisam ser investigadas, pois podem estar associadas à redução da pressão arterial provocada por determinados tratamentos.

Para tornar o uso de medicamentos mais seguro, especialistas recomendam manter uma lista atualizada com nomes, doses e horários de todos os produtos utilizados, incluindo vitaminas, suplementos, chás e fitoterápicos. Essas informações devem ser compartilhadas com os profissionais de saúde, especialmente quando o paciente passa por diferentes especialistas.

A automedicação também deve ser evitada. Iniciar, suspender ou alterar doses sem orientação profissional pode provocar complicações. Se os sintomas surgirem após a introdução de um remédio ou uma mudança na prescrição, a recomendação é procurar avaliação médica.

A revisão periódica dos medicamentos, a comunicação entre os profissionais de saúde e o apoio de familiares e cuidadores ajudam a reduzir riscos e manter tratamentos adequados. A quantidade de remédios não deve ser reduzida por conta própria: cada mudança precisa considerar as necessidades e as condições de saúde da pessoa idosa.

Fontes: Ministério da Saúde; Organização Mundial da Saúde (OMS); informações e orientações de especialista em geriatria divulgadas no texto original

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