Projeto de lei propõe proibir contas próprias em redes sociais para menores de 13 anos

Proposta estabelece supervisão dos responsáveis até os 16 anos, limite de uso diário para adolescentes mais novos e novas regras de segurança digital.

Foto: Magnific.

O Projeto de Lei 5.498/2026 propõe novas regras para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais, com restrições de acesso conforme a idade, supervisão parental e limites para funcionalidades que podem estimular o uso excessivo das plataformas. De autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), a proposta altera dispositivos do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital).

Pelo texto, crianças menores de 13 anos não poderão criar contas próprias. Para usuários de 13 e 14 anos, o acesso será permitido mediante vinculação obrigatória ao responsável legal e limite de uma hora diária para determinadas funcionalidades sociais e de entretenimento. Conteúdos educacionais, comunicação familiar, recursos de saúde e acessibilidade e serviços públicos ficarão fora dessa restrição.

Aos 15 anos, os adolescentes terão maior autonomia, mas continuarão com as contas vinculadas aos responsáveis. A partir dos 16 anos, poderão administrar perfis sem essa exigência, mantendo as proteções gerais aplicáveis a menores de 18 anos.

Projeto prevê mais segurança nas redes sociais

A proposta estabelece configurações de proteção por padrão, incluindo perfis privados, restrições ao contato de desconhecidos, controle sobre o compartilhamento de conteúdos e limitações à exposição pública da localização. Também prevê mecanismos confiáveis de verificação de idade, sem depender exclusivamente da autodeclaração dos usuários.

As plataformas deverão avaliar periodicamente riscos relacionados a assédio, violência, exploração, cyberbullying, privacidade e uso excessivo. O texto também limita a supervisão parental, impedindo o acesso indiscriminado às comunicações privadas dos adolescentes.

Objetivo é ampliar a proteção digital

Na justificativa, a autora argumenta que a proteção de crianças e adolescentes não deve depender exclusivamente das famílias e que as empresas responsáveis pelas redes sociais precisam adotar medidas para reduzir riscos.

O PL 5.498/2026 busca estabelecer regras de acesso e segurança proporcionais à idade, sem impedir o uso da tecnologia por crianças e adolescentes. As mudanças, porém, dependem da tramitação e da aprovação da proposta pelo Congresso Nacional para que possam entrar em vigor.

Fonte: Projeto de Lei 5.498/2026; Câmara dos Deputados

Entre no nosso canal de WhatsApp e receba notícias em tempo real, Clique aqui

Inscreva-se em nosso canal no Youtube, Clique aqui

 

Comentários



    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.



Comentar