A Bahia alcançou, no segundo trimestre de 2026, o maior volume de abate de bovinos da série histórica, com aproximadamente 390 mil animais processados entre abril e junho. O resultado representa alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. No intervalo, as exportações de carnes também avançaram, com crescimento de 17% em valor e 15,1% em volume.
Os dados fazem parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O desempenho acompanha o aumento da demanda internacional e o maior ritmo de processamento nos frigoríficos baianos.
Segundo a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), o crescimento das exportações, especialmente para mercados consolidados, contribuiu para o resultado. A maior disponibilidade de animais para abate e a oferta de grãos utilizados na alimentação também favoreceram a atividade.
Pecuária avança para novas regiões
O crescimento da pecuária baiana também está relacionado à expansão e à redistribuição do rebanho. Regiões de forte atividade agrícola passaram a concentrar parte maior da produção, principalmente no oeste do estado.
Entre os municípios que se destacam nesse processo estão Santa Rita de Cássia, Barreiras, Formosa do Rio Preto, Cotegipe, Wanderley e Angical.
No mercado nacional, as exportações de carne bovina ganharam importância estratégica para a cadeia produtiva. As vendas externas estimularam investimentos em frigoríficos, tecnologia e estrutura comercial, enquanto mercados como China, Estados Unidos e Chile permaneceram entre os principais destinos.
Apesar do cenário favorável, o setor ainda enfrenta desafios para ampliar a participação brasileira no comércio internacional, incluindo barreiras tarifárias, exigências sanitárias e negociações para abertura de novos mercados.
Produtividade e rastreabilidade são desafios
Para o setor produtivo, o aumento do abate e das exportações precisa ser acompanhado pela melhoria da produtividade e pelo controle dos custos. Manejo de pastagens, genética, nutrição, sanidade, gestão e rastreabilidade estão entre os pontos considerados estratégicos.
Com a crescente exigência dos compradores internacionais sobre origem, segurança e sustentabilidade, a rastreabilidade também ganha espaço como ferramenta para ampliar o acesso a mercados e agregar valor à carne produzida na Bahia.
Fontes: Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI); Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab); Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo); Sistema Faeb/Senar
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