Queda de cabelo: especialista explica causas e alerta para o eflúvio telógeno, problema que atinge milhões de brasileiros

Biomédica Thamyres Souza revela sinais de alerta, tratamentos eficazes e destaca que estresse e falta de nutrientes estão entre os principais gatilhos.

Neide Lu, jornalista, e Dra. Thamyres Souza, biomédica.

A queda de cabelo tem preocupado cada vez mais brasileiros. Segundo a Associação Brasileira de Dermatologia, cerca de 42 milhões de pessoas no país enfrentam algum tipo de problema capilar. Em entrevista ao programa Fala Você Notícias hoje (05), a biomédica especialista em estética, Dra. Thamyres Souza, explicou tudo sobre o eflúvio telógeno — uma das principais causas da queda intensa de cabelo.

Queda de cabelo não é apenas uma questão estética — é um alerta do corpo. E quando os fios começam a cair em grande quantidade, o susto é inevitável. Foi justamente sobre esse problema que a biomédica Thamyres Souza trouxe esclarecimentos importantes durante entrevista.

O chamado eflúvio telógeno é uma queda intensa e repentina dos fios, geralmente causada por algum tipo de estresse no organismo. “Pode ser emocional, hormonal, deficiência de vitaminas, pós-parto ou até doenças com febre alta. Tudo que gera impacto no corpo pode desencadear essa queda”, explicou a especialista.

Um dos pontos que mais confundem os pacientes é o tempo de reação do organismo. Segundo Thamyres, a queda costuma aparecer entre dois a três meses após o fator desencadeante, o que dificulta a identificação da causa.

Outro alerta importante é saber diferenciar a queda normal da queda excessiva. A média diária considerada normal varia entre 50 a 100 fios. Acima disso, principalmente quando há acúmulo de cabelo no travesseiro, no banho ou pela casa, é sinal de atenção.

A especialista destacou ainda que as mulheres costumam procurar mais ajuda por perceberem a queda difusa, enquanto os homens, na maioria das vezes, enfrentam a calvície genética (alopecia androgenética).

Apesar de, em alguns casos, o eflúvio telógeno poder se resolver naturalmente, o risco está no tempo de recuperação. “Sem tratamento, a queda pode se prolongar e até evoluir para falhas mais difíceis de reverter”, alertou.

Dra. Thamyres Souza, biomédica, e Neide Lu, jornalista.

O diagnóstico correto é essencial e deve ser feito por um profissional. No consultório, são avaliados histórico do paciente, exames laboratoriais e a saúde do couro cabeludo por meio da tricoscopia.

Entre os tratamentos, a biomédica destacou a intradermoterapia capilar, que aplica ativos diretamente no couro cabeludo para estimular o crescimento e fortalecer os fios.

Outro ponto de atenção é a automedicação. “Muita gente sai comprando vitaminas sem orientação. Isso pode não resolver e ainda causar problemas como excesso de vitaminas no organismo”, explicou.

A alimentação e o estilo de vida também têm papel fundamental. Falta de nutrientes como ferro, vitamina B12, vitamina D e proteínas pode contribuir diretamente para a queda capilar.

Além do físico, o impacto emocional também é significativo. “O cabelo é o cartão de visita. A queda mexe muito com a autoestima, por isso o acolhimento também faz parte do tratamento”, ressaltou.

Por fim, a especialista deixou um recado direto: ao perceber sinais de queda acima do normal, o ideal é procurar ajuda o quanto antes. “Toda queda tem uma causa — e quanto antes identificar, maiores são as chances de recuperação.”

Está perdendo cabelo e não sabe o motivo? Descubra as causas e como tratar assistindo agora à entrevista completa no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias — essa informação pode salvar seus fios! Aproveite e conheça a terapia Turbo Capilar!

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