Disciplina ou motivação? Psicóloga explica por que procrastinamos tanto e como vencer o hábito

Maria de Lourdes Silva revela os gatilhos da procrastinação, os perigos da motivação passageira e as estratégias práticas para desenvolver disciplina no dia a dia.

Neide Lu, jornalista, e Maria de Lourdes, psicóloga clínica TCC.

A procrastinação faz parte da rotina de milhões de pessoas e pode impactar diretamente a produtividade, a saúde mental e a qualidade de vida. Em entrevista ao programa Fala Você Notícias hoje (27), a psicóloga clínica Maria de Lourdes Silva explicou por que adiamos tarefas importantes, quais são os principais gatilhos emocionais e como a disciplina pode ser mais eficaz do que a motivação para vencer esse ciclo.

Você já deixou para depois algo importante, mesmo sabendo das consequências? Esse comportamento, mais comum do que se imagina, tem explicação psicológica. Segundo a psicóloga clínica Maria de Lourdes Silva, a procrastinação é um mecanismo de defesa do cérebro para evitar desconfortos emocionais.

“Quando a gente percebe uma tarefa como difícil, chata ou estressante, o cérebro tenta nos proteger. E aí, ao invés de enfrentar, a gente adia”, explica.

Entre os principais gatilhos estão a aversão a tarefas desagradáveis, a impulsividade, o perfeccionismo, a baixa autoconfiança e a sobrecarga de atividades. Outro ponto destacado pela especialista é a chamada “procrastinação passiva”, quando a pessoa substitui uma tarefa importante por outra menos relevante, apenas para aliviar a culpa momentânea.

Psicóloga clínica TCC Maria de Lourdes.

Um dos grandes mitos, segundo Maria de Lourdes, é acreditar que a motivação resolve o problema. “A motivação é passageira. Ela depende do querer. Já a disciplina é constante e não depende da vontade. É ela que sustenta resultados a longo prazo”, afirma.

A psicóloga também destaca que o excesso de tarefas e a má organização contribuem diretamente para o adiamento das atividades. “Muita gente faz listas irreais, com 20 tarefas para um dia, quando só consegue cumprir três. Isso gera frustração e reforça a procrastinação.”

Para combater o problema, a especialista aponta estratégias práticas, como dividir tarefas grandes em pequenas etapas, aplicar a técnica do Pomodoro (25 minutos de foco e 5 de pausa), reduzir distrações e criar rotinas consistentes.

Outro ponto essencial é o autoconhecimento. “É preciso entender o que está por trás da procrastinação: medo, insegurança, perfeccionismo. Quando você identifica isso, consegue agir de forma mais consciente.”

Maria de Lourdes reforça ainda que a procrastinação constante pode trazer consequências sérias, como ansiedade, estresse, baixa autoestima e até síndrome do impostor.

“A disciplina não é sofrimento, é construção de hábito. Quando você transforma pequenas ações em rotina, o cérebro entende aquilo como prioridade e tudo fica mais leve”, conclui.

Quer entender por que você adia tanto e descobrir técnicas que realmente funcionam na prática? Então corre lá no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias e assista à entrevista completa — pode ser o ponto de virada que você precisava!

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