O Centro Terapêutico de Guanambi (CETEG) tem se consolidado como referência no tratamento de dependentes químicos e no combate à vulnerabilidade social. Em entrevista ao programa Fala Você Notícias nesta segunda (20), a diretora Marli Ramos destacou o impacto do acolhimento humanizado, os desafios da recuperação e a ampliação das ações sociais com o programa Bahia Sem Fome, que já distribui centenas de refeições semanais na região.
Em meio aos desafios crescentes da dependência química e da insegurança alimentar, um trabalho silencioso, mas transformador, vem mudando histórias em Guanambi e região. À frente do Centro Terapêutico de Guanambi (CETEG), Marli Ramos tem conduzido uma missão que vai além da recuperação: devolver identidade, dignidade e esperança a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Com capacidade para até 150 acolhidos, o CETEG atende homens e mulheres maiores de 18 anos que enfrentam dependência de álcool, drogas e outros vícios. Atualmente, a instituição opera próxima da lotação máxima, evidenciando a crescente demanda por tratamento.
Diferente de modelos tradicionais, o CETEG aposta no acolhimento voluntário. “Aqui não é internação, é acolhimento. A pessoa precisa querer estar ali. E quando se sente acolhida, ela permanece”, destaca Marli. A abordagem humanizada, aliada a uma equipe multidisciplinar, tem garantido altos índices de recuperação.
Outro diferencial é o trabalho de resgate da identidade dos acolhidos. Segundo a diretora, o uso de substâncias muitas vezes apaga a individualidade das pessoas. “Nosso papel é fazer com que eles se reencontrem, entendam quem são e reconstruam suas histórias”, afirma.
Além do tratamento terapêutico, o CETEG ampliou sua atuação social com o programa Bahia Sem Fome. A iniciativa já distribui cerca de 400 marmitas por dia, três vezes por semana, atendendo comunidades como Morrinhos e bairros de Guanambi.
O projeto vai além da alimentação. “Não é só comida. É dignidade, é cuidado, é escuta. Muitas pessoas chegam ali sem ter o que comer há dias”, relata Marli. A ação conta com voluntários, equipe técnica e apoio logístico, mas ainda enfrenta desafios para ampliar o alcance.
A relação entre vulnerabilidade social e dependência química também é evidente. “Nem toda pessoa vulnerável usa drogas, mas todo dependente está em situação de vulnerabilidade”, explica. Por isso, o trabalho integrado entre assistência social, saúde e políticas públicas é fundamental — algo que, segundo a diretora, ainda precisa avançar no município.
Apesar das dificuldades, histórias de superação reforçam a importância do projeto. Casos de pessoas que chegaram ao CETEG em situações extremas e hoje reconstruíram suas vidas são frequentes — prova de que a recuperação é possível.
Marli também faz um apelo à sociedade e ao poder público: mais apoio, mais políticas públicas e maior envolvimento da comunidade. “Quando cuidamos do ser humano, tudo ao redor melhora. A transformação começa pelas pessoas”, pontua.
Histórias fortes, emocionantes e transformadoras você confere na íntegra — dê o play agora na entrevista no YouTube Neide Lu Fala Você Notícias e veja como vidas estão sendo reconstruídas todos os dias!
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