A crise no Sinpojud ganha novos capítulos após a divulgação do desfecho da auditoria PPA, que aponta um rombo superior a R$ 4 milhões. Em entrevista nesta quarta (15), Samuel Nonato denuncia irregularidades, falta de transparência e anuncia ações no Ministério Público e Polícia Civil para responsabilização dos envolvidos.
A entrevista exibida no Fala Você Notícias trouxe à tona detalhes alarmantes sobre a situação do Sinpojud. Segundo Samuel Nonato, o processo investigativo teve início após denúncias internas envolvendo a gestão financeira do sindicato.
De acordo com ele, o relatório da auditoria — classificado como Procedimento Previamente Acordado (PPA) — identificou uma série de irregularidades que somam mais de R$ 4 milhões. Entre os principais pontos estão:
- Pagamentos superiores a R$ 2 milhões sem comprovação;
- Transferências via Pix que ultrapassam R$ 544 mil;
- Gastos com juros de cartão corporativo acima de R$ 615 mil.
O cenário, segundo o entrevistado, revela uma gestão marcada por conflitos internos e falta de controle financeiro. Ele também questiona a permanência da diretoria, mesmo após a rejeição das contas pelo Conselho Fiscal.
“Ninguém desvia um valor desse sozinho. É preciso responsabilizar todos os envolvidos”, afirmou.
Crise institucional e medidas judiciais
A situação se agrava com denúncias de manobras internas para manutenção do poder dentro do sindicato. Ainda conforme Samuel, há tentativas de alteração estatutária e restrição de participação dos filiados em decisões importantes.
Diante disso, ele confirmou que já estão sendo adotadas medidas legais:
- Pedido de providências junto ao Ministério Público;
- Registro de notícia-crime na Polícia Civil;
- Cobrança pela divulgação completa dos relatórios de auditoria.
Outro ponto destacado foi o impacto direto na credibilidade da entidade, que já teria registrado a desfiliação de mais de mil membros.
Filados cobram respostas e transparência
O clima entre os sindicalizados é de indignação. A principal cobrança gira em torno da recuperação dos valores e da responsabilização dos envolvidos.
“Esse dinheiro é dos trabalhadores. Precisamos saber onde foi parar”, reforçou Samuel.
Além disso, ele convocou os filiados a participarem ativamente das decisões e a reagirem diante do que classificou como “bancarrota institucional”.
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