Lipedema vai além da estética e afeta milhões de mulheres: especialista alerta para dor, impacto emocional e falta de diagnóstico

Em entrevista ao Fala Você Notícias, o angiologista Roger Badaró explica sintomas, tratamentos e desafios do lipedema, doença que atinge cerca de 10% das mulheres.

Neide Lu, jornalista, e Dr. Roger Badaró, angiologista e cirurgião vascular.

O lipedema, doença ainda pouco conhecida, tem impactado a vida de milhares de mulheres em Guanambi e em todo o Brasil. Em entrevista ao programa Fala Você Notícias desta quinta (23), o angiologista e cirurgião vascular Roger Badaró destacou que a condição vai muito além da estética, provocando dor, sofrimento emocional e prejuízos à qualidade de vida.

Muito confundido com obesidade, o lipedema é uma doença genética caracterizada pelo acúmulo anormal e inflamatório de gordura, principalmente da cintura para baixo. Segundo o especialista, além da desproporção corporal, as pacientes enfrentam dores constantes, hematomas frequentes e alterações na pele.

“Não é apenas uma questão estética. É uma doença inflamatória que causa dor e impacta diretamente a autoestima e o bem-estar da mulher”, explica Roger Badaró.

A condição afeta quase exclusivamente mulheres e pode surgir em momentos de alterações hormonais, como puberdade, gestação e menopausa. Apesar de não ter cura, o tratamento pode trazer resultados significativos, principalmente quando iniciado precocemente.

Dr. Roger Badaró, angiologista e cirurgião vascular.

O acompanhamento envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo alimentação anti-inflamatória, prática de exercícios físicos, uso de medicamentos, terapias compressivas e, em casos mais avançados, cirurgia.

Outro ponto de alerta é a falta de diagnóstico correto. Muitas mulheres passam anos tratando como obesidade sem sucesso, o que aumenta o sofrimento físico e emocional.

Durante a entrevista, o médico também reforçou a importância de procurar profissionais qualificados e evitar tratamentos sem orientação, principalmente com o uso indiscriminado de medicamentos.

“Com o tratamento adequado, é possível reduzir dores, melhorar a aparência e devolver qualidade de vida às pacientes”, destacou.

Quer entender melhor essa doença que atinge milhares de mulheres e pode estar mais perto do que você imagina? Assista agora a entrevista completa no YouTube do Neide Lu Fala Você Notícias!

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