A segurança pública voltou ao centro do debate durante entrevista com Capitão Alden e Diego Castro, que defenderam os direitos dos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) e apresentaram dados oficiais para rebater a tese de que o aumento de armas legais está ligado à violência.
Durante participação no programa Fala Você Notícias da Rádio 96 FM, em Guanambi, os parlamentares destacaram números alarmantes sobre a violência no estado e reforçaram a necessidade de políticas públicas mais eficazes.
Segundo Capitão Alden, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que, desde 2007, a Bahia já registrou mais de 110 mil homicídios e cerca de 39 mil pessoas baleadas, evidenciando um cenário que ele classificou como “guerra urbana”.
“Só em 2023, foram gastos cerca de R$ 69 milhões com feridos a bala. Quando somamos os custos indiretos da violência, esse valor pode chegar a R$ 500 milhões por ano”, afirmou.
O deputado federal também ressaltou que a Bahia lidera índices preocupantes, como homicídios, feminicídios e mortes de jovens, além de apontar que 7 das 10 cidades mais violentas do Brasil estão no estado.
Armas legais x violência: o que dizem os dados
Um dos principais pontos do debate foi a relação entre armamento e criminalidade. Capitão Alden afirmou que não há evidências de que armas legais contribuam para o aumento da violência.
Segundo ele:
- A Bahia possui cerca de 174 mil armas legais registradas
- Existem aproximadamente 31 mil CACs ativos no estado
- Nos últimos 5 anos, apenas 5 CACs tiveram registros suspensos por irregularidades
- Em 2023, nenhuma arma apreendida pela polícia era de origem legal
“As armas utilizadas no crime são ilegais, oriundas do tráfico e da falta de controle nas fronteiras”, destacou.
Defesa dos CACs e direito à legítima defesa
Já o deputado estadual Diego Castro reforçou a crítica ao que classificou como “perseguição normativa” aos CACs e clubes de tiro. “O cidadão de bem quer a arma para defesa, não para ataque. Estamos falando de um direito constitucional e também de uma prática esportiva e cultural”, afirmou.
Ele também defendeu o porte de arma como mecanismo de proteção, inclusive para mulheres: “Não basta criar leis. É preciso dar meios reais para que a pessoa possa se defender de uma ameaça.”
Comparação internacional e realidade brasileira
Ao comentar modelos de segurança pública de países europeus, os parlamentares afirmaram que não é possível comparar diretamente com o Brasil. Segundo Diego Castro, fatores como:
- desigualdade social
- fragilidade na garantia do direito à propriedade
- presença de facções criminosas tornam o cenário brasileiro mais complexo. “Estamos vivendo uma guerra urbana. O cidadão de bem não pode ficar vulnerável enquanto o crime está armado”, disse.
Agenda em Guanambi
Durante a entrevista, também foi divulgado um encontro com apoiadores na cidade e região, reforçando a mobilização política em torno das pautas conservadoras e de segurança pública.
Neste sábado, acontece o Café Bahia Direita Guanambi, às 16h, no Restaurante Flor de Sal, na rua Humberto de Campos, 95, centro. Será também inaugurada a Casa da Direita de Guanambi, na praça Manoel Novaes, centro.
Conclusão
A entrevista evidenciou o embate de ideias sobre segurança pública no Brasil, especialmente no que diz respeito ao papel das armas legais e aos direitos dos CACs, tema que segue gerando debates intensos em todo o país.
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