O Governo do Estado da Bahia segue com a apresentação do Projeto Sertão Vivo aos territórios de identidade que serão beneficiados pela iniciativa. Na terça-feira (15), foi realizada a segunda oficina territorial no município de Bom Jesus da Lapa, sede do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Velho Chico. O encontro reuniu representantes dos municípios que integram os territórios do Velho Chico e da Bacia do Rio Grande.
De acordo com o Governo da Bahia (fonte da informação), o ciclo de oficinas teve início na segunda-feira (14), em Vitória da Conquista, com participação de representantes dos municípios do Sudoeste Baiano e do Médio Rio das Contas.
Lançado em junho deste ano, o Projeto Sertão Vivo beneficiará mais de 300 mil pessoas em 49 municípios do Semiárido baiano, distribuídos em 13 Territórios de Identidade. Entre os públicos atendidos estão agricultores e agricultoras familiares, povos indígenas, comunidades quilombolas, assentados da reforma agrária e outras comunidades tradicionais.
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, destacou a importância das oficinas como parte do início das ações em campo. “Hoje, em Bom Jesus da Lapa, damos continuidade a esse movimento de apresentação e mobilização do projeto. O Sertão Vivo vai transformar realidades no Semiárido, com uma política pública qualificada e construída em parceria com consórcios e a sociedade civil. Essa é a orientação do governador Jerônimo Rodrigues: acelerar a execução das políticas públicas que mudam vidas no campo”, afirmou.
Representando o Colegiado Territorial do Velho Chico, Dermeval Gervásio de Oliveira, da Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco (Fundifran), ressaltou que o Sertão Vivo é um marco para a segurança hídrica e alimentar. “É um marco histórico. Aqui no Velho Chico, vivemos desafios extremos relacionados à água e à produção de alimentos. O projeto vem para fortalecer as organizações da sociedade civil, as comunidades e as entidades que atuam com a agricultura familiar. É uma oportunidade de integrar políticas e promover desenvolvimento sustentável nos nossos municípios. E estamos prontos para colaborar com o Estado”, afirmou.
Nesta quarta-feira (16), será realizada a terceira oficina territorial, reunindo representantes dos territórios de Irecê, Piemonte do Paraguaçu e Recôncavo, no município de Irecê. Ao todo, estão previstas seis oficinas regionais nos territórios que serão atendidos pelo projeto.
Inovação e resiliência climática no semiárido
O Projeto Sertão Vivo tem como foco o enfrentamento à crise climática no Semiárido baiano. As ações incluem implantação de tecnologias de acesso à água, fortalecimento da agroecologia e incentivo à produção sustentável. O objetivo é garantir a permanência digna das populações no campo, com segurança alimentar, geração de renda e gestão comunitária dos recursos naturais.
A Bahia será pioneira ao integrar políticas ambientais e sociais em uma abordagem unificada, conectando soluções nos eixos de água, produção e conhecimento, e valorizando os saberes e práticas locais.
O projeto é resultado de uma parceria entre o Governo da Bahia e o Governo Federal, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e Fundo Verde do Clima. A execução está sob responsabilidade da CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
As próximas etapas incluem a elaboração dos Planos Territoriais de Investimento, o cadastramento das comunidades, a validação junto aos colegiados territoriais e o lançamento de edital para assessoria técnica, entre outras ações estruturantes.
Fonte: Governo da Bahia.
Comentários