Golpe do sósia usa reconhecimento facial para aplicar fraudes de identidade

Criminosos procuram pessoas fisicamente semelhantes para tentar burlar sistemas de validação biométrica e assumir identidades.

Foto: © Pixabay.

Uma nova modalidade de fraude de identidade utiliza tecnologia de comparação facial para localizar pessoas com características semelhantes às dos próprios criminosos. Conhecido como “golpe do sósia”, o método foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e divulgado no Mapa da Fraude do primeiro semestre de 2026.

A estratégia inverte o método tradicional: em vez de partir dos dados de uma vítima, o fraudador usa o próprio rosto como ponto de partida, procura pessoas com aparência semelhante e tenta utilizar os dados encontrados para passar por processos de validação de identidade.

Segundo a empresa, ferramentas de comparação facial podem localizar identidades com alto grau de semelhança. Os criminosos então tentam explorar essas informações em cadastros, abertura de contas e outros procedimentos que utilizam biometria.

A Serasa Experian alerta que o reconhecimento facial não deve ser utilizado como única barreira de segurança. A recomendação é combinar a biometria com validação de documentos, prova de vida, conferência de dados cadastrais, análise do dispositivo e comportamento digital.

No primeiro semestre de 2026, soluções antifraude da empresa identificaram e bloquearam 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade, alta de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. Segundo os dados divulgados, as ocorrências representariam um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado.

Consumidores devem evitar compartilhar fotos de documentos e selfies com documentos, além de fornecer dados pessoais e biométricos apenas em plataformas oficiais. Também é importante desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial enviados por links, mensagens ou códigos QR.

Manter celulares e aplicativos atualizados, utilizar senhas fortes e autenticação em dois fatores e acompanhar regularmente movimentações associadas ao CPF são outras medidas recomendadas.

Para as empresas, a orientação é adotar múltiplas camadas de proteção, combinando biometria, análise documental, cruzamento de dados e monitoramento de comportamentos suspeitos. A utilização conjunta desses mecanismos pode ajudar a identificar fraudes mesmo quando o rosto apresentado possui grande semelhança com o titular dos dados.

Fontes: Serasa Experian – Mapa da Fraude; Agência Brasil

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