Uma nova opção para o tratamento da insônia deve chegar ao mercado brasileiro ainda neste semestre. O medicamento Dayvigo, à base de lemborexante, será comercializado pela Eurofarma em parceria com a japonesa Eisai, com preço médio estimado em R$ 200,00.
Diferentemente do zolpidem e dos benzodiazepínicos, o lemborexante atua bloqueando a ação da orexina, neurotransmissor responsável por ajudar a manter o cérebro em estado de vigília. A proposta é reduzir esse sinal e facilitar tanto o início quanto a manutenção do sono.
O medicamento foi registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para adultos. A dose inicial recomendada é de 5 mg por noite, podendo chegar a 10 mg conforme avaliação médica. O paciente deve ter pelo menos sete horas disponíveis para dormir após a administração.
Menor risco de dependência ainda é estudado
Estudos apontam resultados promissores do lemborexante em relação à tolerabilidade e ao risco de dependência, mas especialistas ressaltam que são necessários mais dados de acompanhamento para avaliar seu potencial de abuso e dependência no uso prolongado.
Uma revisão publicada na revista The Lancet, que analisou 36 tratamentos para insônia, colocou o lemborexante entre as opções com melhor equilíbrio entre eficácia, aceitabilidade e tolerabilidade.
Medicamento não é primeira opção para todos
Especialistas destacam que o tratamento da insônia deve começar pela investigação das causas do problema. Para casos crônicos, a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I) é uma das principais estratégias recomendadas.
Hábitos como manter horários regulares de sono, praticar atividade física, reduzir telas à noite e controlar o consumo de cafeína e álcool também podem contribuir para melhorar a qualidade do descanso.
A chegada do lemborexante amplia as alternativas disponíveis, mas a escolha do tratamento deve ser individualizada. O uso do medicamento requer avaliação e acompanhamento de profissional de saúde, considerando a condição de cada paciente, possíveis interações e os riscos do tratamento.
Fontes: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Eurofarma; Eisai; The Lancet. / CFF
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