Brasil pede certificação à OPAS após atingir meta de eliminação da transmissão vertical da hepatite B

País cumpriu por dois anos consecutivos os indicadores internacionais e reforça avanços no combate às hepatites virais.

Foto: Internet.

O Brasil atingiu as metas internacionais para eliminar a transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública e apresentou à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) o dossiê que solicita a certificação do resultado. Os indicadores foram alcançados por dois anos consecutivos, conforme os critérios estabelecidos pelos organismos internacionais.

Entre os principais resultados está a taxa de infecção ativa pelo vírus em crianças menores de cinco anos, que permaneceu abaixo de 0,1%, além da elevada cobertura de pré-natal e vacinação contra a hepatite B nas primeiras horas de vida, ações consideradas essenciais para prevenir a transmissão vertical.

Segundo o Ministério da Saúde, o desempenho é resultado das estratégias adotadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que incluem testagem durante a gestação, tratamento para gestantes quando indicado, vacinação dos recém-nascidos, aplicação de imunoglobulina em bebês expostos e ampliação do monitoramento epidemiológico.

O novo Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais também aponta redução expressiva nos casos e nas mortes provocadas pelas hepatites B, C e D na última década. Além da prevenção por meio da vacinação, o SUS oferece tratamento gratuito para hepatites B e C, com medicamentos que reduzem complicações e apresentam elevados índices de cura.

Com o envio da documentação, o pedido brasileiro passará pela avaliação técnica da OPAS e da OMS. Caso seja aprovado, o país consolidará mais um avanço na estratégia de eliminação das infecções de transmissão vertical até 2030.

Fonte: Ministério da Saúde, OPAS e OMS / gov.br

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