Casos de SRAG seguem em queda, mas nove capitais ainda registram alta, aponta Fiocruz

Boletim InfoGripe indica avanço da Influenza B em parte do país e reforça a importância da vacinação contra a gripe.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) continuam em tendência de queda no Brasil, porém nove capitais ainda apresentam crescimento da doença, segundo o boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O levantamento também aponta aumento dos casos graves de Influenza B em estados da Região Centro-Sul.

De acordo com a Fiocruz, o crescimento da Influenza B é observado no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Já Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo apresentam sinais de estabilização ou início de redução dos casos.

As capitais com tendência de crescimento da SRAG nas últimas semanas são Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco. Outras 11 capitais permanecem em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem aumento sustentado dos registros.

Segundo o boletim, a incidência da síndrome continua mais elevada entre crianças pequenas, principalmente em razão do vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto a maior parte das mortes segue concentrada entre idosos, tendo a Influenza A como principal causa.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório (55,9%) foi o principal responsável pelos casos positivos de SRAG, seguido por rinovírus (23,3%), Influenza A (12,7%), Influenza B (8,4%) e Sars-CoV-2 (2,2%).

Desde o início de 2026, o Brasil contabilizou 109.347 casos de SRAG, dos quais 56.530 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.

A Fiocruz reforça que a vacinação contra a influenza continua sendo a principal medida de prevenção para os grupos prioritários. A instituição também recomenda que pessoas com sintomas respiratórios utilizem máscara e evitem contato com idosos, crianças pequenas e indivíduos imunocomprometidos para reduzir a transmissão dos vírus.

Fonte: Agência Brasil e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

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