Golpe do QR Code cresce no Brasil; saiba como evitar fraudes em pagamentos via Pix

Especialista alerta que códigos adulterados podem desviar transferências, roubar dados e instalar programas maliciosos em celulares.

Foto: Internet.

O uso de QR Code para pagamentos e acesso a serviços facilitou o dia a dia dos brasileiros, mas também abriu espaço para um novo tipo de fraude. Conhecido como quishing, o golpe utiliza códigos adulterados para redirecionar vítimas a páginas falsas, desviar pagamentos via Pix e até instalar softwares maliciosos nos dispositivos.

Segundo especialistas em segurança digital, a prática tem se tornado mais frequente em restaurantes, estacionamentos, hotéis e outros estabelecimentos de grande circulação. Casos recentes registrados na Bahia reforçam a necessidade de atenção por parte de consumidores e comerciantes.

De acordo com o advogado especialista em Direito Digital e fraudes eletrônicas, Afonso Morais, o crescimento desse crime está relacionado à popularização do QR Code após a pandemia, quando a tecnologia passou a ser amplamente utilizada para pagamentos e acesso a informações.

Os criminosos costumam substituir o QR Code original por outro falso, direcionando o usuário para páginas fraudulentas ou para chaves Pix controladas pelos golpistas. Em situações mais graves, o código pode levar à instalação de programas maliciosos capazes de acessar dados pessoais, aplicativos bancários e senhas.

Para reduzir os riscos, especialistas orientam verificar se há sinais de adulteração no QR Code, conferir o endereço eletrônico antes de fornecer informações, confirmar o nome e o CNPJ do destinatário antes de concluir um Pix e evitar instalar aplicativos sugeridos após o escaneamento de códigos desconhecidos.

Além dos consumidores, estabelecimentos comerciais também devem inspecionar periodicamente os QR Codes disponíveis ao público e orientar suas equipes sobre possíveis adulterações. A recomendação é simples: dedicar alguns segundos para verificar a autenticidade do código pode evitar prejuízos financeiros e proteger dados pessoais.

Fonte: Pardi e Morais Advogados

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