O Ministério da Saúde iniciou uma consulta pública para avaliar a incorporação do ácido acetilsalicílico (AAS) ao Sistema Único de Saúde (SUS) como estratégia de prevenção da pré-eclâmpsia e da eclâmpsia em gestantes de alto risco. A Consulta Pública nº 53/2026 permanece aberta até o dia 6 de julho e recebe contribuições de profissionais, pesquisadores, gestores e da população.
A proposta busca fortalecer a assistência pré-natal, padronizar o tratamento e reduzir complicações maternas e fetais associadas à hipertensão na gravidez. Segundo a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), estudos apontam que o uso do AAS em baixa dosagem pode diminuir em 23% o risco de pré-eclâmpsia, especialmente quando iniciado antes da 20ª semana de gestação, sempre com acompanhamento médico.
As análises também indicam redução de casos de parto prematuro e mortalidade perinatal, sem aumento significativo do risco de hemorragias ou malformações quando o medicamento é utilizado de forma adequada. O impacto financeiro estimado para a incorporação é de R$ 111,6 milhões entre 2027 e 2031.
Após o encerramento da consulta pública, as contribuições serão avaliadas pela Conitec e poderão subsidiar a decisão final sobre a inclusão do AAS no SUS para prevenção da pré-eclâmpsia em gestantes de maior risco.
Fontes: Ministério da Saúde / Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) / gov.br
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