Dor constante, inchaço nas pernas e gordura resistente à dieta e aos exercícios podem ser sinais de lipedema, uma doença crônica que acomete principalmente mulheres. Ainda pouco conhecida, a condição costuma ser confundida com obesidade ou retenção de líquidos, o que dificulta o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nos membros inferiores e, em alguns casos, nos braços. Entre os sintomas mais comuns estão sensação de peso, dor ao toque, hematomas frequentes e inchaço, comprometendo a qualidade de vida e o bem-estar físico e emocional.
Especialistas alertam que a doença vai além da questão estética, pois está associada a alterações metabólicas, inflamação e problemas circulatórios. Um dos sinais que ajudam a diferenciar o lipedema de outras condições é que os pés geralmente não apresentam aumento de volume, mesmo quando as pernas estão bastante inchadas.
Com a evolução da doença, podem surgir irregularidades na pele, flacidez e aspecto nodular. Fatores genéticos e hormonais têm influência no desenvolvimento da condição, enquanto alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, excesso de açúcar e estresse podem agravar os sintomas.
Embora não tenha cura, o lipedema pode ser controlado com tratamento multidisciplinar. Entre as principais recomendações estão alimentação anti-inflamatória, prática de exercícios físicos orientados, drenagem linfática, uso de meias compressivas e acompanhamento médico. Novas abordagens terapêuticas também vêm sendo estudadas para auxiliar no controle da inflamação.
Além dos impactos físicos, a doença pode provocar frustração e prejuízos à autoestima, já que muitas pacientes não conseguem reduzir o volume das regiões afetadas mesmo adotando hábitos saudáveis.
Especialistas ressaltam que o diagnóstico precoce é essencial para controlar os sintomas e evitar a progressão do lipedema. A avaliação por profissionais capacitados permite indicar o tratamento mais adequado, contribuindo para a melhora da qualidade de vida e do bem-estar das pacientes.
Fontes: Instituto Aeon; especialistas em dermatologia e medicina integrativa
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