A ciência brasileira ganhou destaque internacional após a professora Sumbal Saba, do Instituto de Química da Universidade Federal de Goiás (UFG), conquistar o 3º lugar no prêmio “Ella Innova en Ciencia América Latina e Caribe 2026”. O reconhecimento foi concedido pelo projeto que investiga o uso do selênio em tratamentos sustentáveis para a Doença de Alzheimer.
Afiliada à Academia Brasileira de Ciências (ABC), a pesquisadora foi premiada pelo estudo “Selênio contra o Esquecimento: Inovação em Química Medicinal Verde para Combater a Doença de Alzheimer”. A pesquisa combina avanços da química medicinal com práticas de baixo impacto ambiental, conhecidas como química verde.
O projeto busca proteger as células cerebrais contra o estresse oxidativo e preservar neurotransmissores essenciais para a memória, abrindo perspectivas para novos tratamentos de doenças neurodegenerativas.
A edição de 2026 do prêmio destacou o protagonismo feminino na pesquisa científica e contou com duas brasileiras entre as três primeiras colocadas. O ranking final ficou definido da seguinte forma:
- 1º Lugar: Carla Eloísa Fernández Espinoza (Bolívia)
- 2º Lugar: Fernanda Maria Policarpo Tonelli (Brasil)
- 3º Lugar: Sumbal Saba (Brasil/UFG)
Promovida pela Organização para Mulheres na Ciência para o Mundo em Desenvolvimento (OWSD) e pelo Conselho Internacional de Ciência (ISC), a premiação reconhece pesquisadoras que desenvolvem soluções inovadoras para desafios da sociedade.
O resultado reforça a relevância da produção científica realizada nas universidades públicas brasileiras e evidencia o potencial da pesquisa nacional na busca por tratamentos mais eficazes para doenças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo.
Fontes: Universidade Federal de Goiás (UFG) / Academia Brasileira de Ciências (ABC) / OWSD e International Science Council (ISC) / CFF
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