Vapes disfarçados preocupam especialistas e podem elevar casos de câncer entre jovens no Brasil

Fundação do Câncer alerta para avanço do uso de cigarros eletrônicos camuflados e crescimento da dependência de nicotina entre adolescentes.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil.

O aumento do consumo de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens brasileiros tem acendido um alerta entre especialistas da saúde. Disfarçados em acessórios, roupas e dispositivos tecnológicos, os chamados vapes vêm conquistando espaço no cotidiano dos jovens, apesar de continuarem proibidos no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo a Fundação do Câncer, a estratégia de camuflagem dos dispositivos facilita o uso em ambientes como escolas e transportes públicos, tornando o vício em nicotina mais silencioso e ampliando os riscos de doenças graves, incluindo diferentes tipos de câncer.

Dados da Receita Federal mostram que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram apreendidos mais de 238 mil cigarros eletrônicos no Brasil. Já a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) aponta que a experimentação desses produtos entre estudantes de 13 a 17 anos saltou de 16,8% em 2019 para 29,6% em 2024.

Especialistas alertam que a exposição precoce à nicotina pode comprometer o desenvolvimento cerebral, além de aumentar a vulnerabilidade à dependência química e causar problemas respiratórios e cardiovasculares. A Fundação do Câncer também destaca que os novos modelos incorporam recursos tecnológicos, como telas interativas, jogos e aplicativos, ampliando o apelo junto ao público jovem.

No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, a entidade reforçou a campanha de conscientização contra os cigarros eletrônicos e defendeu medidas mais rigorosas para combater a circulação e o consumo desses dispositivos no Brasil.

Fonte: Agência Brasil / Fundação do Câncer

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