Dia Mundial da Esclerose Múltipla reforça importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo

Doença neurológica afeta cerca de 40 mil brasileiros e pode ter progressão controlada com acompanhamento adequado.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Celebrado neste sábado (30), o Dia Mundial da Esclerose Múltipla chama atenção para uma doença neurológica crônica que afeta aproximadamente 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, cerca de 40 mil pacientes convivem com a enfermidade, que ainda não tem cura, mas pode ter sua progressão estabilizada quando diagnosticada precocemente.

A esclerose múltipla atinge o sistema nervoso central, comprometendo funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais. Segundo especialistas, a doença ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar a mielina, estrutura responsável por proteger as fibras nervosas do cérebro e da medula espinhal.

Os sintomas variam entre os pacientes e podem incluir fadiga intensa, alterações visuais, formigamentos, fraqueza muscular, perda de equilíbrio e dificuldades motoras. Como os sinais podem surgir de forma intermitente, o diagnóstico costuma ser retardado, o que reforça a necessidade de avaliação médica especializada diante de sintomas persistentes.

De acordo com o Ministério da Saúde, a enfermidade é mais frequente em mulheres e geralmente se manifesta entre os 20 e 50 anos de idade. Avanços nos tratamentos e medicamentos têm contribuído para reduzir a atividade inflamatória da doença e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e tratamento gratuitos por meio do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Para ter acesso aos medicamentos, o paciente deve passar por avaliação médica e apresentar a documentação exigida junto às unidades da Farmácia de Alto Custo.

A conscientização sobre a esclerose múltipla é considerada fundamental para ampliar o diagnóstico precoce e garantir que mais pessoas tenham acesso ao tratamento adequado desde os primeiros sintomas.

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF) /agência Brasil 

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