Estudo identifica genes que podem abrir caminho para regeneração de membros humanos

Pesquisa experimental com animais analisa mecanismos genéticos e avança no desenvolvimento de terapia gênica para regeneração de tecidos.

Foto: Choco Virat / Pexels.

Pesquisadores de uma universidade norte-americana identificaram genes ligados à regeneração de membros em animais e estudam a possibilidade de aplicar esse mecanismo em humanos por meio de terapia genética experimental.

A pesquisa analisa como espécies como axolotes, peixes-zebra e camundongos conseguem regenerar estruturas complexas do corpo, incluindo partes do coração, medula e até membros inteiros. O objetivo é entender o processo biológico e reproduzi-lo em humanos no futuro.

O estudo aponta a atuação dos genes SP6 e SP8, considerados essenciais para a regeneração em axolotes. Em testes laboratoriais, cientistas utilizaram a tecnologia de edição genética CRISPR para investigar o funcionamento desses genes e desenvolver uma molécula sinalizadora chamada FGF8, com potencial terapêutico.

Na etapa experimental, camundongos submetidos a amputações apresentaram sinais de recuperação óssea e regeneração parcial após a aplicação da terapia gênica, indicando resultados iniciais considerados promissores pelos pesquisadores.

A proposta é que, no futuro, vírus modificados geneticamente possam ser usados como vetores para inserir genes regenerativos em células humanas, ativando processos semelhantes aos observados em animais com alta capacidade de regeneração.

Apesar dos avanços, os cientistas destacam que a pesquisa ainda está em fase inicial e que serão necessários novos testes antes de qualquer aplicação clínica em humanos.

Especialistas afirmam que a abordagem pode se somar a outras linhas de pesquisa, como engenharia de tecidos e terapias com células-tronco, ampliando as possibilidades de tratamento para amputações.

Fonte: Wake Forest University / Estudo Global da Carga de Doenças

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