Os preços dos combustíveis voltaram a cair no país, trazendo alívio para motoristas, mas o gás de cozinha segue em alta e pesa no bolso das famílias. Dados recentes da Agência Nacional do Petróleo apontam movimento oposto entre gasolina, diesel e o GLP.
Entre 19 e 25 de abril, gasolina e diesel registraram a terceira queda semanal consecutiva. A gasolina passou de R$ 6,78 no fim de março para R$ 6,72, enquanto o diesel recuou de R$ 7,45 para R$ 7,21 na mesma comparação.
A redução está associada a medidas adotadas pelo governo federal, como cortes de tributos e subsídios, após a instabilidade no mercado internacional provocada pela Conflito no Irã, que impactou diretamente o preço do barril.
Apesar do recuo recente, o diesel ainda acumula alta de 19,6% desde o início da crise, refletindo custos logísticos e a valorização externa do petróleo.
Na contramão, o botijão de gás (GLP) de 13 kg continua em trajetória de alta. O preço médio subiu de R$ 114,39 para R$ 114,61 na última semana, acumulando seis aumentos consecutivos e avanço de 4,3% no período.
A escalada do GLP ocorre em meio a tensões no setor, incluindo um leilão controverso da Petrobras, que gerou reação negativa no mercado e levou à suspensão do processo, além de mudanças na direção da área de gás.
Desde fevereiro, o gás de cozinha saltou de R$ 109,87 para R$ 114,61, intensificando o impacto no orçamento doméstico, especialmente para famílias de baixa renda.
O cenário segue instável, com combustíveis em leve queda e o gás de cozinha em alta contínua. A tendência reforça o alerta para o custo de vida, exigindo atenção dos consumidores diante das oscilações do mercado energético.
Fonte: Agência Nacional do Petróleo (ANP) / dados de mercado
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