O consumo de maconha na adolescência está associado a um aumento significativo no risco de transtornos mentais na vida adulta, segundo estudo publicado no JAMA Health Forum. A pesquisa acompanhou mais de 463 mil jovens e identificou maior incidência de psicose, ansiedade e depressão entre usuários precoces.
O levantamento analisou dados de adolescentes entre 13 e 17 anos ao longo de quase uma década, revelando que o uso de cannabis pode dobrar o risco de transtornos psicóticos e bipolares. Em muitos casos, o consumo ocorreu cerca de dois anos antes do diagnóstico.
Especialistas explicam que o cérebro ainda está em formação até os 25 anos, especialmente o córtex pré-frontal, responsável por decisões e controle emocional. A exposição a substâncias psicoativas nesse período pode comprometer essas funções.
O psiquiatra Gabriel Okuda destaca que o tetrahidrocanabinol (THC), principal componente da cannabis, pode alterar a liberação de dopamina, aumentando o risco de sintomas psicóticos, sobretudo em pessoas com predisposição genética.
Além disso, a alta concentração de THC nos produtos atuais intensifica os efeitos no cérebro. O estudo também aponta relação com depressão e ansiedade, podendo agravar quadros já existentes ou desencadear novos sintomas.
Sinais como isolamento, queda no rendimento escolar, irritabilidade e mudanças de humor podem indicar problemas relacionados ao uso da substância. Em casos mais graves, podem surgir crises de ansiedade ou sintomas psicóticos.
Especialistas reforçam a importância do diálogo e da atenção precoce aos sinais de alerta. A identificação rápida e o acompanhamento adequado são fundamentais para reduzir impactos e garantir o desenvolvimento saudável dos jovens.
Fonte: JAMA Health Forum / Especialista do Hospital Israelita Albert Einstein
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