Anvisa atualiza regras para suplementos com cúrcuma e reforça alertas sobre riscos à saúde

Novas normas definem limites de consumo, exigem advertências nos rótulos e ampliam controle sobre uso da curcumina.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (22) a atualização das regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, conhecida como açafrão, com foco na segurança do consumidor. A medida estabelece novos limites de ingestão e torna obrigatória a inclusão de alertas nos rótulos, após identificação de possíveis riscos à saúde.

Publicada no Diário Oficial da União, a instrução normativa revisa os parâmetros de uso da substância e aprimora as exigências de rotulagem. Segundo a Anvisa, a decisão foi motivada por dados de monitoramento pós-mercado que apontaram risco potencial de danos ao fígado associados ao consumo de suplementos e medicamentos contendo cúrcuma.

Em março, a agência já havia emitido um alerta de farmacovigilância para orientar a população sobre os possíveis efeitos adversos. Na ocasião, destacou que o risco não está relacionado ao uso culinário da cúrcuma, mas sim a produtos com concentrações elevadas da substância.

As análises que embasaram a decisão incluem avaliações internacionais que identificaram casos suspeitos de intoxicação hepática ligados ao consumo de curcumina e curcuminoides. De acordo com a Anvisa, o problema está principalmente em formulações que aumentam significativamente a absorção da substância no organismo.

Entre as principais mudanças, estão:

- Inclusão obrigatória de advertência nos rótulos, contraindicado para gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas;

- Definição de que os limites de consumo devem considerar a soma dos curcuminoides totais;

- Inclusão dos tetraidrocurcuminoides como ingrediente permitido, com restrição de uso combinado com o extrato natural da planta no mesmo produ

Com a atualização, a Anvisa reforça a importância do uso consciente de suplementos alimentares e da orientação médica antes do consumo, especialmente em produtos com alta concentração de substâncias ativas.

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / Diário Oficial da União / agência Brasil


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