Regulamentação do trabalho por aplicativo enfrenta impasse sobre valor mínimo por entrega

Proposta que tramita na Câmara busca garantir direitos aos trabalhadores sem inviabilizar serviços em cidades menores.

Foto: Internet.

A proposta de regulamentação do trabalho por aplicativos no Brasil ainda enfrenta um impasse sobre a definição de um valor mínimo por entrega. O projeto de lei complementar em discussão na Câmara dos Deputados busca estabelecer direitos para entregadores e motoristas, mas tenta equilibrar a remuneração com a realidade econômica de diferentes regiões do país.

A avaliação de integrantes da comissão responsável pela análise do projeto é que o texto já avançou ao reunir pontos de consenso entre representantes do governo e do Congresso Nacional. No entanto, a definição de um piso para as entregas continua sendo o principal ponto de divergência.

O argumento apresentado nas discussões é que um valor fixo nacional pode gerar impactos diferentes entre grandes capitais e cidades menores, onde o custo de produtos e serviços costuma ser mais baixo. Por isso, a definição do piso tem sido tratada com cautela para evitar prejuízos ao funcionamento das plataformas em determinadas regiões.

A proposta pretende garantir melhores condições de trabalho aos profissionais que atuam em aplicativos de transporte e entrega, ao mesmo tempo em que busca manter a sustentabilidade do setor.

Durante reuniões recentes entre representantes do governo e parlamentares, outros pontos do projeto também foram revisados. Entre eles, a retirada de um valor mínimo previsto anteriormente para corridas de motoristas por aplicativo, que poderia afetar parte significativa das viagens realizadas no país.

A discussão agora se concentra na construção de um consenso sobre o pagamento mínimo para entregadores, considerado o principal tema ainda em aberto no relatório.

As negociações devem continuar nos próximos dias, com a expectativa de que o projeto avance para votação no plenário da Câmara nas próximas semanas, definindo novas regras para o trabalho mediado por plataformas digitais no Brasil.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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