Censo Escolar 2025 registra queda de 1 milhão de matrículas na educação básica

População escolar diminui, mas frequência e eficiência do ensino avançam, diz MEC.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

O Censo Escolar 2025 revelou que o Brasil registrou 46,018 milhões de estudantes na educação básica, 1,082 milhão a menos que em 2024, representando uma queda de 2,3%. O Ministério da Educação (MEC) e o Inep atribuem a redução à diminuição da população em idade escolar e à maior eficiência do sistema educacional.

Segundo o Inep, a redução nas matrículas ocorre principalmente nas faixas etárias de 0 a 4 anos e 15 a 17 anos, acompanhando o recuo demográfico apontado pelo IBGE. Entre crianças de até 3 anos, a taxa de atendimento cresceu 4,3 pontos percentuais entre 2019 e 2024, atingindo 39,8%, enquanto a frequência obrigatória de 4 a 17 anos chegou a 97,2%.

A superintendente do Itaú Social, Patricia Mota Guedes, reforça que, apesar da queda, mais jovens estão efetivamente na escola. “O desafio é garantir acesso, permanência e qualidade em todas as etapas da educação”, afirmou.

O MEC destaca que a menor repetência e a melhoria na distorção idade-série também reduziram o número de matrículas. No ensino médio, a distorção caiu de 27,2% para 13,99% no 3º ano entre 2022 e 2025, segundo o ministro Camilo Santana. “O Brasil praticamente universalizou o acesso à escola, e agora o foco é qualidade e equidade”, afirmou.

A educação infantil alcançou 41,8% de cobertura para crianças de 0 a 3 anos, aproximando-se da meta de 50% do Plano Nacional de Educação (PNE). Em 2025, foram criadas 48,5 mil novas vagas em creches e pré-escolas, com investimento federal previsto de R$ 7,37 bilhões para 1.670 novas unidades.

O acesso à internet na educação básica passou de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025. O MEC destacou investimentos de R$ 3 bilhões entre 2023 e 2025, concentrados na região Norte, elevando a conectividade adequada para fins pedagógicos de 45% para 70% das escolas.

O Censo Escolar 2025, realizado anualmente pelo Inep, reforça avanços na qualidade, cobertura e conectividade da educação básica brasileira, apesar da redução no número total de matrículas. O desafio agora é consolidar esses ganhos em todas as regiões do país.

Fontes: Ministério da Educação (MEC) / Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) / IBGE / agência Brasil

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