Pesquisa aponta dificuldade de escolas públicas no combate ao bullying e racismo

Levantamento da FCC e MEC revela que gestores enfrentam desafios para discutir violência, preconceito e convivência no ambiente escolar.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.

Uma pesquisa divulgada na quarta-feira (6) revelou que 71,7% dos gestores de escolas públicas têm dificuldade para dialogar sobre violência no ambiente escolar, incluindo casos de bullying, racismo e capacitismo. O levantamento foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), com participação de 136 gestores de 105 escolas públicas do país.

O estudo servirá de base para o novo Guia de Clima Escolar Positivo para Equipes Gestoras, que será lançado pelo MEC nesta quinta-feira (7) no canal de YouTube do MEC. Segundo o pesquisador Adriano Moro, um dos principais problemas é a naturalização de agressões dentro das escolas, muitas vezes tratadas como simples brincadeiras.

A pesquisa também identificou outros desafios enfrentados pelas unidades de ensino, como dificuldades na relação entre escola e famílias (67,9%), problemas de convivência entre estudantes (64,1%) e entraves para fortalecer o sentimento de pertencimento dos alunos (60,3%).

Outro dado que chamou atenção foi que 54,8% das escolas nunca realizaram um diagnóstico estruturado sobre o clima escolar, considerado essencial para orientar ações de prevenção e convivência. Além disso, parte das unidades ainda não possui equipes específicas para desenvolver estratégias de melhoria do ambiente escolar.

O levantamento ouviu representantes de escolas em dez estados brasileiros, incluindo Bahia, e foi divulgado na mesma semana em que o governo federal recriou um grupo de trabalho para elaborar políticas de combate ao bullying e ao preconceito nas escolas.

Fonte: Agência Brasil / Fundação Carlos Chagas (FCC) / Ministério da Educação (MEC)

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