Infarto fulminante pode não dar aviso prévio; especialistas explicam riscos e prevenção

Doenças silenciosas e fatores de risco elevam a chance do evento, que pode evoluir de forma rápida.

Foto: Reprodução.

A morte do deputado estadual e presidente da Câmara de Salvador, Alan Sanches, aos 58 anos, em decorrência de um infarto fulminante, reacendeu o debate sobre sinais de alerta, prevenção e a possibilidade de identificar o problema antes que ele ocorra. O caso chamou atenção pelo fato de o parlamentar, que também era médico, ter participado de atividades públicas poucos dias antes do falecimento.

O infarto fulminante ocorre quando há interrupção súbita e total do fluxo sanguíneo para o coração, geralmente causada pela obstrução completa de uma artéria coronária. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), esse bloqueio pode provocar arritmias graves ou falência imediata do músculo cardíaco, com evolução extremamente rápida e alto risco de morte.

De acordo com especialistas, não há exames capazes de prever exatamente quando um infarto acontecerá. No entanto, a maioria dos casos está relacionada a fatores de risco conhecidos, como hipertensão, colesterol alto, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardiovasculares. O cardiologista André Rodrigues Durães, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), destaca que o acompanhamento médico regular e o controle dessas condições reduzem significativamente a probabilidade do evento.

O Ministério da Saúde alerta que muitas dessas doenças se desenvolvem de forma silenciosa por anos, sem sintomas claros, o que dificulta a identificação precoce do risco. Em alguns casos, sinais prévios podem surgir, como dor ou pressão no peito, falta de ar, cansaço fora do habitual, suor frio, náusea e tontura. Ainda assim, a SBC ressalta que uma parcela dos infartos acontece sem a dor torácica clássica, especialmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.

Embora não seja possível eliminar totalmente o risco, a prevenção é considerada fundamental. Medidas como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle da pressão arterial, do colesterol e da glicemia, além de evitar o tabagismo, são apontadas como essenciais por cardiologistas e autoridades de saúde. Consultas periódicas e exames de rotina ajudam a detectar alterações silenciosas antes que evoluam para quadros graves.

Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) / Ministério da Saúde / Universidade Federal da Bahia (Ufba) /agência correio

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