Com o encerramento da patente da semaglutida em 20 de março, laboratórios nacionais já se mobilizam para iniciar, a partir de abril, a fabricação de versões genéricas e similares dos medicamentos Ozempic e Wegovy. A mudança representa um avanço importante para a população, especialmente para pacientes que dependem da substância no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já recebeu ao menos 13 solicitações de registro de produtos à base de semaglutida, incluindo pedidos em regime de análise prioritária. A expectativa do setor é que a entrada de novos fabricantes provoque uma queda de até 40% nos preços, o que pode reduzir o valor da caneta, hoje em torno de R$ 1.100, para menos de R$ 700 até o fim do ano.
Entre os principais benefícios para a população, estão o maior acesso ao tratamento, a possibilidade de continuidade terapêutica, hoje comprometida pelo alto custo e pela escassez do produto, além da redução do impacto financeiro para famílias que arcam mensalmente com o medicamento. A concorrência também tende a melhorar a oferta nas farmácias e diminuir desabastecimentos.
Outro ponto positivo é a reabertura do debate sobre a incorporação da semaglutida ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2023, o alto custo inviabilizou a inclusão, mas a chegada dos genéricos pode tornar o investimento mais viável para a rede pública, ampliando o acesso gratuito a milhares de pacientes.
Além disso, a produção nacional fortalece a indústria farmacêutica brasileira, gera empregos e reduz a dependência de importações, contribuindo para maior segurança no abastecimento de medicamentos estratégicos.
Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) / Ministério da Saúde / CFF
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