A cobertura de internet móvel 4G deverá chegar, a partir de 2026, a mais de 1.300 localidades rurais e remotas espalhadas pelo Brasil. A informação foi divulgada pelo Ministério das Comunicações, que confirmou a inclusão de distritos, povoados e comunidades afastadas dos grandes centros na próxima etapa de ampliação da rede.
A iniciativa tem impacto direto na vida de aproximadamente 800 mil pessoas que hoje enfrentam acesso inexistente ou limitado à internet. A expansão integra um conjunto de políticas públicas voltadas à inclusão digital e também faz parte dos compromissos assumidos no leilão do 5G, que prevê contrapartidas para levar conectividade a áreas menos atendidas.
Os avanços também contam com a atuação do Grupo de Acompanhamento da Implantação das Soluções para os Problemas de Interferência (Gaispi), responsável por coordenar a liberação do espectro e facilitar a implantação das novas tecnologias móveis, inclusive em regiões rurais.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, levar internet a localidades distantes significa ampliar oportunidades. Segundo ele, a conectividade contribui diretamente para geração de emprego, acesso à educação, melhoria nos serviços de saúde e fortalecimento da cidadania.
Além do uso doméstico, a chegada do 4G permitirá que moradores dessas regiões utilizem de forma mais ampla serviços públicos digitais, como plataformas do Gov.br, sistemas de ensino a distância e operações financeiras. O cronograma da expansão prevê atendimento em diversas regiões do país.
Desde 2023, o governo federal vem intensificando investimentos em conectividade em áreas historicamente excluídas, o que tem acelerado o acesso à internet no campo e reduzido a desigualdade digital entre centros urbanos e pequenas comunidades.
A seleção das localidades ocorre por meio de leilão reverso, no qual as operadoras disputam oferecendo o menor valor de subsídio para levar o serviço a cada local. O Ministério das Comunicações também participa do Grupo de Implantação da TV Digital (Gired), responsável pelas diretrizes relacionadas à digitalização e inclusão tecnológica.
Fontes: Ministério das Comunicações / Anatel
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