O Brasil caminha para encerrar 2025 com uma safra recorde de 346,1 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo projeção divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume representa uma alta de 18,2% em comparação com 2024, quando foram colhidas 292,7 milhões de toneladas.
De acordo com o IBGE, o desempenho expressivo é impulsionado principalmente pela soja, milho e arroz, que juntos respondem por mais de 90% da produção estimada e quase 88% da área colhida. A soja deve atingir 166,1 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, enquanto o milho pode chegar a 141,7 milhões de toneladas, também em nível recorde. O algodão, arroz, trigo e sorgo igualmente apresentaram crescimento significativo.
O cenário positivo traz benefícios diretos para a população, como maior oferta de alimentos, possibilidade de redução de preços, fortalecimento do agronegócio, geração de empregos no campo e aumento da arrecadação em estados e municípios produtores. Além disso, uma safra robusta contribui para a estabilidade econômica e para o equilíbrio da balança comercial brasileira.
Para 2026, no entanto, a expectativa é de leve recuo. A produção está estimada em 339,8 milhões de toneladas, queda de 1,8% em relação a 2025. A retração é atribuída, principalmente, à redução prevista nas colheitas de milho, arroz, sorgo, trigo e algodão. Em contrapartida, a soja deve manter trajetória de crescimento, com avanço estimado de 2,5%.
O IBGE informou ainda que, a partir da safra 2026, novas culturas como canola e gergelim passam a integrar as estimativas oficiais, refletindo a diversificação gradual da produção agrícola nacional.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)** / agância Brasil
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