Radares com IA intensificam fiscalização e geram debate sobre privacidade

Tecnologia identifica uso de celular e falta de cinto em alta velocidade, trazendo ganhos à segurança e críticas sobre vigilância.

Foto: Reprodução.

A fiscalização de trânsito entrou em uma nova fase com a instalação de radares equipados com inteligência artificial (IA) em rodovias brasileiras. Os equipamentos utilizam câmeras de altíssima resolução capazes de identificar infrações como uso do celular ao volante e ausência do cinto de segurança, mesmo com veículos em velocidades elevadas, chegando a até 300 km/h.

A tecnologia funciona 24 horas por dia, sem ser afetada por reflexos, chuva ou baixa luminosidade. As imagens captadas são analisadas em tempo real pela IA, que aponta possíveis irregularidades. Antes da aplicação de qualquer multa, porém, os registros passam por validação de agentes humanos, reduzindo o risco de erros na autuação.

Entre os benefícios, destaca-se o aumento da segurança viária. Concessionárias relatam redução de até 30% nos acidentes após a instalação dos novos radares, resultado atribuído ao efeito educativo e à maior percepção de fiscalização. A tecnologia também contribui para coibir comportamentos de alto risco, como dirigir usando o celular, prática associada a distrações manuais, visuais e cognitivas.

Por outro lado, a ampliação do uso de sistemas inteligentes levanta críticas sobre excesso de vigilância e privacidade dos motoristas. Há também questionamentos sobre a sensação de punição constante e o aumento no número de autuações, que pode pesar no orçamento de condutores. Especialistas alertam ainda para a necessidade de transparência no uso dos dados e na calibração dos equipamentos para evitar falhas.

Além dos radares, outras tecnologias têm sido usadas no combate a infrações graves. Em alguns estados, drones auxiliam operações da Lei Seca, identificando tentativas de fuga ou manobras irregulares para escapar da fiscalização.

Para autoridades e especialistas em trânsito, o desafio é equilibrar tecnologia e educação. A aposta é que a combinação de fiscalização inteligente e mudança de comportamento ajude a reduzir acidentes e preservar vidas nas rodovias.

Fonte: Polícia Rodoviária Federal (PRF) | Concessionárias de Rodovias |correio*

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