Com a rotina acelerada das grandes cidades, muitos adultos acabam jantando tarde, mas estudos em crononutrição mostram que esse hábito pode prejudicar o funcionamento do organismo. Pesquisas indicam que comer após as 20h desregula os ritmos biológicos, favorecendo ganho de peso, aumento da fome no dia seguinte e piora da sensibilidade à insulina. Além disso, refeições tardias podem causar refluxo, desconforto gastrointestinal e prejudicar o sono — e uma única noite mal dormida já compromete memória e concentração.
Especialistas reforçam que manter horários regulares para alimentação, especialmente para o jantar, traz benefícios significativos para adultos, como melhor controle glicêmico, digestão mais eficiente, prevenção de doenças crônicas, mais disposição e maior qualidade do sono. O ideal é realizar a última refeição entre 18h e 20h, priorizando proteínas magras, vegetais e carboidratos complexos.
Jantar muito tarde ou manter uma alimentação desequilibrada aumenta o risco de vários problemas de saúde. Entre as doenças e condições mais associadas estão: obesidade, devido ao maior acúmulo de gordura; diabetes tipo 2, causada pela piora da sensibilidade à insulina no período noturno; doenças cardiovasculares, relacionadas ao sono inadequado e ao metabolismo desregulado; refluxo gastroesofágico, comum após refeições pesadas à noite; além de maior propensão a ansiedade, depressão e distúrbios do sono.
Por isso, antecipar o jantar e manter horários regulares — com apoio de lanches equilibrados, organização prévia dos alimentos e lembretes no celular — contribui para proteger a saúde metabólica, melhorar o descanso e reduzir significativamente esses riscos.
Ajustar o horário de comer, além de melhorar a saúde metabólica, fortalece a rotina, reduz ansiedade e favorece uma noite de descanso mais completa.
Fontes: Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) / correio
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