Dólar sobe e Bolsa cai com tensões políticas e incertezas sobre tributação de investimentos no Brasil

Moeda americana fecha em alta de 0,75% e atinge maior valor desde setembro, enquanto o Ibovespa recua 1,57% com reflexos da crise política externa e incertezas sobre tributação de investimentos no Brasil.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

Em um dia marcado por turbulências no mercado financeiro, o dólar comercial fechou em alta nesta terça-feira (7), impulsionado por um cenário externo desfavorável e pela tensão política em torno da medida provisória (MP) que eleva a tributação sobre investimentos.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,351, com valorização de 0,75%. Durante a manhã, chegou a desacelerar para R$ 5,32, mas voltou a subir à tarde, encerrando próxima da máxima do dia. Esse é o maior valor do dólar desde 25 de setembro. No acumulado de outubro, a divisa sobe 0,51%, embora ainda registre queda de 13,43% no ano.

A Bolsa de Valores (B3) também foi afetada pelo clima de instabilidade. O índice Ibovespa recuou 1,57%, encerrando o pregão aos 141.356 pontos, o menor nível desde 4 de setembro.

Especialistas apontam que fatores internos e externos pressionaram os ativos brasileiros. No exterior, um movimento global de aversão ao risco levou investidores a buscar segurança no dólar. A iminência de um shutdown nos Estados Unidos (paralisação do governo) e a crise política na França, com o pedido de renúncia do recém-nomeado primeiro-ministro, aumentaram a tensão nos mercados.

No cenário doméstico, o foco se voltou para a medida provisória que amplia a tributação sobre investimentos, proposta pelo governo para compensar a perda de arrecadação após o recuo no aumento do IOF. A Medida Provisória precisa ser votada até esta quarta-feira (8) para não perder validade. No fim da tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou um acordo para votação, com o texto sendo aprovado pela comissão especial do Congresso.

O desfecho da votação e a repercussão da política fiscal do governo devem continuar influenciando o comportamento do câmbio e da Bolsa nos próximos dias.

Fontes: Banco Central do Brasil /  B3 / Ministério da Fazenda / Agência Brasil / Reuters

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